quinta-feira, 1 de março de 2012

rastros de primavera...

Ontem-ontem acordei com os reflexos do sol na janela do quarto, eram 7 da manha e eu tinha três horas pra tomar o meu café e sentir o sol tocando leve, deixando aquecido o meu corpo. Ontem acordei de novo! E vi surgindo o sol do mesmo jeito, na mesma hora, quase religioso...me disseram ser coisa da prima-Vera, cai no riso, fiz tempo pra mim, antes mesmo de parecer na rua como qualquer um, andando de-pressa sem nem ter porque. Hoje de novo veio o sol nascer na minha janela, e todo dia tem sido assim... eu não sei o que é que lhe vem, que chega assim fazendo graça, me convidando a apreciar seus minutos de laranja, amarelo e branco, desenhando mil sombras... Cai num ritual, me deixando convencida que o Sol nasce todo dia...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Viagens: [H] Á vida em dia...

Há pessoas, há pessoas que passam, pessoas que passam em nossas vidas cruzando os nossos sonhos. Pessoas que chegam, pessoas que vão, pessoas que chegam e vão, que em nós decidem ser turistas, outras que querem que habitemos seus sonhos, e que decidem nos nossos morar ...Pessoas que prologam chegar e partir, pessoas que evitam partir e chegar...pesssoas.
Que partem porque querem viver outros lares-encontros, porque querer construir outros sonhos-destinos, querem descobrir outros medos. Das pessoas, encontros de instante-olhar, de tempos de Bom dia atravessado, e outros que ficam inteiros em longas tarde de sol. Outros ainda, feito de pessoas que passam em nossas vidas no preciso pôr do sol, estas aparecem naturalmente, sem muito falar, sentam ao teu lado e te escutam silêncio. E há aquelas que passam as horas de sono contigo, estas são preciosas, te cuidam em segredo e te sentem sonhar.
Pessoas...
Viagens...
Encontros...
Quando pessoas passar pela vida que é nossa, por instante efêmero ou eterno que seja, não se pode ter medo de deixás-la partir, pois que é no momento mesmo da despedida, quando os tempos vividos fazem história em nossa casa, é que o coração, feito criança, descobre o amor, re-vive o amor. E a sensação de saudades que fica é o resumo do tempo bom que se foi. Tenho pra mim que o sentido da vida não está nas pessoas que amamos, mas nos sonhos que através delas realizamos. E não importa as circustancias em que pessoas aparecem em nossas vidas, ou como elas marcam você em suas vidas, o teu amor é uma verdade e te liberta pra seguir no tempo que a vida acontece, este é o presente de saber aproveitar.
Algumas delas decidem voltar, e estão sempre a ir e vir, outras aparecem de vem em quando, no fim de um ciclo, numa manhã de sol. Outras ainda partem pra sempre e enquanto se vive, não se sabe quem voltará amanhã, por isso que quando se vive, se vive de vez, toda vez, como se fosse pra sempre.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Passeio pelo Jardim da Irlanda

Há poucos dias passados resolvi resgatar meu quê de viagem...descobrir lugares, desfrutar paisagens internas...Era manhã de dia cinza, a chuva caia mansa, sem pretenção de espantar transeutes, gentilmente insinuava precaução à quem saisse de casa, pois que choveria o dia todo... A caminho de Wicklow foram precisos poucos instantes para ter a certeza de querer um campo por perto. Conhecida como o Jardim da Irlanda, 70 km a sul de Dublin, região de belos verdes vales, famosa por ter sido cenários de tantos filmes, a região de Wicklow abrange 400mil hectares, com uma população de 40mil habitantes e uma natureza que esbanja encantamento. No pico dos seus montes pude ver uma timida neve repousar, rara nestas terras irlandesas...E no vilarejo de Gwandalan a chance de re-criar meus cenários de contos de fada, árvores gigantes, lago de água negra, conhecido como lago do chá, ou também fonte de inspiração de John Lenon na musica Yesterday, ou ainda o lago da Guiness (cerveja irlandesa). Na mente os desejos borbulhavam, com sonhos do que ser quando crescer e o doce delírio de saber que se vive pra sempre.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Feito verde-calmaria...

Quarto pintado, cheirando a pessego, os móveis escolhendo seu lugar exato, dando espaco pro vazio habitar no centro da cancao. Cada dia que eu pintava, me causava tamanho envolvimento que percorriam em mim pensamentos alheios...sensacoes das mais diversas...oportunidade de emparelhamento.
Quarto quase pronto, um ou outro toque, entre lembrancas e desejos, sorriso no peito `a espera de que tá chegando- sossego-coracao, e a mao gelado-vermelha de quem comeca a desconfiar do fim do outono. O frio da rua deixou minhas maos frágeis e endurecidas, tentei abrir a porta de casa, realizei estupefada, nao tinha forcas, o sangue nao circulava, estava frio e eu nao percebia, já nao sentia minhas maos. Foi para mim mais uma descoberta, chegar em casa, abrir a torneira na agua fria e dar vida as minhas maos, alguém me disse!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Passeio pela frança...

Cheguei em Nantes, parecendo turista daqueles mais destrambelhado, e que nunca pisou em solo frances...Euforica, tentava conter o sorriso ao andar pelas ruas, de volta a uma das cidades que mais me encantou neste país, querendo falar frances, pensando em ingles, rindo em portugues...As frases nao me viam, era tanta emocao- de medo/receio, excitacao/desejo, um desassosego que me levava passado e me voltava futuro. Respirei. Respirei. Andei. Re-conheci lugares. Escolhi uma Brasserie pro café da manha..Chovia e eu estava tao atravessada que pedi pra moça um café, e ela viu minha inquietaçao e sem nada indagar me ofereceu um lugar pra sentar. Quando recuperei o folego pra falar, ela já vinha com o café na bandeja, daqueles do tipo mini-café, arretado mesmo, forte! com pedacinho de chocolote. E eu silencio...queria atitude, mas me vinha timmidez...tudo bem, decidi que comeria depois, em outro lugar, talvez no trem. Abri o jornal, que ganhei na rua de um moço que queria me dar tres, comecei a ler. No entanto, a ebuliçao que tinha em meu peito estava tao viva que nenhuma reportagem me interessava, eu lia as palavras e continuava olhando pra dentro, centrada em minhas emoçoes, feito quando criança em que meu pai pedia pra eu dizer o que tinha entendido da reportagem e eu nao sabia nada dizer...mas é que se ele perguntasse o que eu estava sentindo enquanto eu tentava ler a reportagem, descreveria em nitidos rascunhos todas as minhas emoçoes. Parei de procurar no jornal o que eu nem queria ler e voltei a sentir...Chegando e Rennes, depois de 1h e meia de viajem, ninguém me esperava. Pensei: esse negócio de mandar msg de celular pra outro país ainda é coisa que preciso pegar a mãnha! Monica não teria recebido a mensagem...entre comprar um cartão telefonico e descobrir como chegar na casa, decidi o que me parecoa mais prazeroso...cheguei na casa e por sorte a Mo estava lá. Foi um abraço gostoso, quase normal, de quem tá longe e perto ao mesmo tempo. Conversa aqui, conversa ali...tantas mudancas em mim percebidas ao compartilhar meu tempo com ela...um pouco de filosofia, análise de sentimentos, sensaçoes, entraves na vida, jeito nosso de ser..Feliz de ter ido, de te-los por perto...vontade mais forte de seguir a caminhada sem fim...e com ela o medo de esquecer de quem amo...sonhos...sonhos sao destinos...Já no aeroporto, minutos antes do embarque, aliviada de despachar a mala que vim buscar, com 19.8Kg e de ter feito um cambalacho na mochila de mao que pesava 11Kg, dos 10kg permitido. A aeromoça chama pro embarque, tem fila, é hora de partir, simbora!! todo mundo de passaporte vermelho e eu mostro o azul, também nem queria...preferiria daqueles do tipo colorido, escrito em cima "só pra quem sabe viver...